Eagles lideram Global Cup e Brasil é o quarto colocado

By: Jorge Cardoso / PBR Brazil  domingo, 16 de fevereiro de 2020 @ 02:59

Foto por Bullstockmedia

ARLINGTON, TX – Não adianta. Quando o assunto é Seleção Brasileira, o coração de todo torcedor bate mais forte, não importa a modalidade esportiva. Mas quando o assunto é montarias em touros, aí o coração pula ainda mais e a adrenalina parece que entra na arena a cada saída dos touros.  

E nas redes sociais da PBR (Professional Bull Riders) Brazil, nas arquibancadas do gigantesco AT&T Stadium e nas mensagens que chegavam no celular de Rafael Vilella enquanto narrava ao vivo pelo RidePass provam o começo deste texto.

Também não é para menos. Já de início dava para sentir que pular e bater eram sinônimos que resumiriam o coração de cada torcedor, especialmente quando um grupo de capoeiristas entrou na melhor ginga brasileira para receber o Team Brazil e um Guilherme Marchi entrou arriscando alguns passos da dança.

Em seguida foi a vez de Robson Palermo, Cláudio Montanha Jr, Dener Barbosa, Eduardo Aparecido, José Vitor Leme, Luciano de Castro e Ramon de Lima serem chamados.

Eduardo Aparecido foi o primeiro competidor a montar, encarando o touro Zorro, que levou a melhor e derrubou o brasileiro.

Na seção 1 apenas Zane Lambert, do Canadá, conseguiu pontuar ao fazer 87,75 pontos a bordo de Arctic Assassin.

Edgar Durazo, do México, Lachlan Richardson, da Austrália, Dakota Louis, do Team Wolves e Boudreaux Campbell, do Team Eagles, não pontuaram.

A segunda bateria veio com uma nota alta para o Brasil, seguindo a estratégia dos técnicos Guilherme Marchi e Robson Palermo na montaria de José Vitor Leme sobre Rising Sun, resultando em 90,25 pontos. Esta é a quinta nota acima dos 90 que Leme tira nesta temporada 2020.

Jake Gardner, do Canadá, fez 87 pontos sobre Medicine Man. Alfonso Orozco, do México, não pontuou a bordo de Rocket Man, bem como Daylon Swearingen, do Eagles, e Cannon Cravens, do Wolves, ficaram sem nota. Cliff Richardson, da Austrália, parou com 85,50 pontos em Wicked Hou.

A seção três só teve uma parada, a de Cole Melacon, do Eagles, sobre Top Down, resultando em 86 pontos de nota. A chance brasileira era com Kaique Pacheco, que não conseguiu os oito segundos a bordo de Fire Wired.

Brady Fielder, da Austrália, não pontuou sobre Caddyshack, que veio como repete. Alvaro Aguilar, do México, Cody Jesus, do Wolves, Brock Radford, Canadá, ficaram sem nota.

José Vitor Leme retornou à arena sobre Sugar Boom Boom, como parte da estratégia do Team Brazil, mas o competidor não conseguiu pontuar, o que levou preocupação ao técnico Guilherme Marchi.

“Não vamos desistir, ainda tem boas montarias pela frente. Agora é realinhar a estratégia”, anunciou a Rafael Vilella ao vivo na bancada do RidePass.

Apenas Cody Teel, do Eagles, e Aaron Kleier, da Austrália, pontuaram, ficando com 82 pontos sobre Peep Show e 84,25 a bordo de The Tickler, respectivamente. Gustavo Pedrero, Jared Parsonage e Keyshawn Whitehorse não pontuaram.

A penúltima seção da noite só teve uma parada de 85,25 pontos com Colten Jesse, do Wolves, em Harolds Genuine Risk. Matt Triplett, Troy Wilkinson, Francisco Garcia Torres, Dakota Buttar e Ramon de Lima não pontuaram. O brasileiro encarou o touro Punisher.

A última seção da primeira rodada teve Jess Lockwood levando o time Eagles à liderança depois de registrar 90,25 pontos sobre Grand Theft. A outra parada foi do canadense Jordan Hansen sobre Apocalypse com 85,00 pontos.

Não pontuaram Stetson Lawrence, Juan Contreras, Ky Hamilton e o brasileiro Cláudio Montanha Jr, a última chance de o Brasil pontuar nessa primeira rodada.

 

ROUNDS BÔNUS

Se o coração dos brasileiros já estava a mil, os dois rounds bônus foram um teste ainda mais difícil. A escolha de Guilherme Marchi e Robson Palermo foi Kaique Pacheco para disputar com Mr. Majestic e, mais uma vez, o campeão mundial de 2018 não conseguiu pontuar.

O primeiro round bônus foi totalmente dos touros, já que Alvaro Aguilar, Stetson Lawrence, Nathan Burteshaw, Cole Melacon e Jordan Hansen não conseguiram se manter os oito segundos.

O último round da noite fez os corações dos torcedores irem a um nível ainda maior de adrenalina, especialmente para quem estava vibrando pelo EUA Eagles. Jess Lockwood incendiou a disputa e levantou a arquibancada.

Primeiro ele encarou o touro Outlaw e teve a chance de voltar com um repete e ele conseguiu parar em Red Dawn e fazer 88,50 pontos, pulando o time Eagles para a liderança da disputa. O cowboy foi abraçado pelo técnico Justin McBride ainda dentro da arena.

Edgar Durazo também voltou com um repete em Cochise depois de montar em Chain Smoker e fez a única nota do Team México, 89 pontos.

Ficaram sem pontuar os competidores Colten Jesse, Lachlan Richardson, Shay Marks e Ramon de Lima, que teve pela frente o touro Lil 2 Train.

 

COMO FICA AGORA

O Brasil ainda tem chances, mas precisa ser perfeito em todas as montarias, fazendo as 10 notas válidas da noite. “Dependemos do insucesso do Canadá e do time Eagles, que são os únicos que podem encher o card de 10 montarias”, explicou Adriano Moraes. “Precisamos ficar invictos e tirar grandes notas para ver se a gente consegue tirar essa diferença”, concluiu.

RESULTADO DA PRIMEIRA NOITE

1 - EUA Eagles - 346,75 pontos

2 - Canadá - 259,75 pontos

3 - Austrália - 169,75 pontos

4 - Brasil - 90,25 pontos

5 - México - 89 pontos

6 - EUA Wolves - 85,25 pontos

 

ROUND 3 – SÁBADO

Confira as montarias dos brasileiros nesse round 3 da Global Cup:

José Vitor Leme x Dang It

Kaique Pacheco x M.A.G.A

Eduardo Aparecido x Holy Water

Dener Barbosa x Hot Spots

Ramon de Lima x Cha Ching

Luciano de Castro x Sharky